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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Prazer de Viver


Quase uma unanimidade de salivação on-line:

B R I G A D E I R O

A vida só é boa por causa do prazer, sem ele, a mesma seria insuportável.
Aproveitemos - com moderação - a única vida que nós temos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Eita Vida Besta!



Tanta confusão - "Réveillon" - para tão pouco.

Pouco para alguns, porque para outros a dor de cabeça da ressaca é muito...

Digo que em 31 de dezembro é um dia em que o bebedor contumaz fica cheio de moral.

Isso não quer dizer que eu não goste de um cervejinha, mas na medida certa, na hora de parar, não tem acordo, nem aquela história da saideira.

Importante nessa vida é o equilíbrio, a sensatez...

PENSEMOS mais em 2012.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Muita Informação e Pouco Tempo Para Pensar



Lembro de meu pai a contar que, na década de quarenta, quando morava em uma cidade do interior, só havia um meio para se ter alguma informação e conhecimento: a escola local e seu tradicional ensino. O único meio de se ficar sabendo de alguma notícia com rapidez, era o rádio, que até os nossos dias se mantém como um meio de informação imediatista. Mas, duas dificuldades tiveram que ser superadas, a da aquisição motivada pelo preço e a outra da falta de energia elétrica na cidade. Só ao anoitecer, por meio de um motor, se tinha energia até as 22 horas. Por isso, meu pai teve a idéia, com ajuda de um técnico amigo, de construir um rádio galena, feito de bobina, que não precisava de energia para funcionar. Tempos depois, ele conseguiu adquirir um rádio de válvulas, que funcionava com energia gerada por uma bateria de carro. Foi nesse rádio que ele acompanhou as notícias da segunda guerra mundial. Outro meio de informação era o único cinema da cidade e seu serviço de auto-falante. O Cinema exibia em suas seções, velhos cine-jornais e documentários. Algum tempo depois, parentes e amigos traziam da capital, a revista “O Cruzeiro”. Hoje vivemos a era da informação, com uma profusão de veículos de comunicação, impressos e audiovisuais, todos com conteúdos diversificados, abrangendo cultura, entretenimento e farto noticiário. Podemos escolher entre byte (digital) ou átomo (papel), ou um só meio, que é o computador através da internet, esta ferramenta mágica, inimaginável há poucos anos atrás. Com um simples clique, temos a nossa disposição: uma gráfica, banca de revistas e jornais, biblioteca, fotocópia, fax, correio, rádio, cinema, televisão, telefone, videofone. Só que “tudo demais é sobra” e termina fazendo mal a nossa saúde. Muitos de nós chegamos a ficar ansiosos e angustiados ao vermos uma pilha de jornais, revistas e livros se acumulando em nossa mesa, sem que tenhamos tempo de ler, somados a uma grande quantidade de e-mails, esperando serem respondidos, blogs de serem atualizados e acessados para serem comentados, sites diversos a serem consultados, filmes que vão entrando e saindo dos cinemas e não assistimos, fora os da TV de assinatura e DVDs. Tudo isso termina fazendo com que não tenhamos tempo para pensar, refletir e assimilar o que lemos e vemos, até por ser tudo muito rápido e superficial, sem um conhecimento aprofundado, não se chegando a ter uma idéia formada, com risco de se ficar repetindo a mesma opinião de muitos, sem ter tempo de formar a sua própria.
Armando Maynard

terça-feira, 7 de julho de 2009

Procurando o Tempo Que Nos Foi Roubado



Vivemos uma época de iguais e superficiais, onde tudo é muito rápido e as idéias são cada vez mais descartáveis. Imprimimos um rítimo em nossas vidas, que os antepassados jamais imaginariam. A obrigação criada, de ter que se ficar sabendo de tudo que acontece nesta aldeia global, gerada pela ‘superinformação’, termina sendo uma imposição da vida moderna, virando uma ditadura midiática. As vezes eu me pergunto: um dia, não muito distante, quem irá lê tanta notícia. Antes ao acordar ouvíamos o galo cantar, os pássaros e o vento a balançar as folhas das árvores e até dava tempo para acompanhar o dia clareando, com o sol subindo do horizonte. Hoje acordamos com um despertador de som estridente, que nos expulsa da cama. Levantamos já com o celular na mão. Na rua o barulho do trânsito já pode ser ouvido, o cheiro de monóxido de carbono já pode ser sentido. Ligamos o rádio, TV e computador. Tomamos banho e escovamos os dentes com o radinho ali pendurado, rapidamente no café da manhã passamos os olhos no jornal do dia, ao sair da mesa uma passadinha pelo computador para olhar e-mails e alguns sites, quando descobrimos que já estamos atrasados. É o começo da maratona, que só terminará quando formos dormir já tarde da noite. É que ficamos horas e horas navegando e tentando colocar as coisas em dia, atualizando os blogs e entrando em contato pelo: msn, orkute, twitter e sempre adiando a hora de dormir. Hoje é raro encontrarmos uma pessoa que não reclame de alguma doença e que não esteja tomando mais de um remédio. Todo ser humano tem um órgão que está mais susceptível a ser machucado pela tensão do dia-a-dia e termina o coração sendo o mais vulnerável. Algemados pelo relógio e preso ao tempo, somos réus do dia que passa rápido, sempre ficando algo acumulado para o dia seguinte. A correria muitas vezes nos impede de vermos nossos filhos crescerem, pois ao sairmos de casa eles ainda estão dormindo e ao voltarmos já estão dormindo outra vez. Chegamos a sexta-feira, mais um fim de semana, reunimos a família, desligamos o celular e vamos todos a praia e veja que loucura, não é que tem horas que bate aquele incômodo por estarmos alí sem fazer nada, olhando o mar e curtindo os netos. Realmente estamos ficando no mínimo indiferentes a natureza, precisamos encontrar o tempo que nos foi roubado. Sejamos melhor gestores de nossa vida, aprendamos melhor a gerenciar nosso dia, apliquemos mais no bem estar da nossa família, invistamos mais em meditação, reflexão e no livre pensar, empreendamos mais no convívio com amigos e parentes. Fazendo tudo isso, com certeza o lucro virá acompanhado de dividendos de saúde e juros de felicidade.
Armando Maynard