sexta-feira, 14 de agosto de 2026

O circo como negócio: a operação por trás do espetáculo...

Companhia reúne cerca de 90 profissionais e transforma cada
 temporada em uma operação que envolve logística, 
marketing, planejamento e gestão financeira

Diogo Araújo: "qualquer atraso na logística pode 
impactar  diretamente a operação e o
 início da nova temporada"

Entrevista compartilhada do site JLPOLÍTICA & NEGÓCIO, de 12 de agosto de 2026

O circo como negócio: a operação por trás do espetáculo do Circo Portugal

Por Daniel Soares* (Coluna: & Negócio)

Companhia reúne cerca de 90 profissionais e transforma cada temporada em uma operação que envolve logística, marketing, planejamento e gestão financeira

O espetáculo começa muito antes de as luzes se acenderem e o público ocupar as arquibancadas. Por trás da lona do Circo Portugal, instalado atualmente em Aracaju, ao lado do Shopping Jardins, existe uma grande operação empresarial que envolve planejamento financeiro, logística, marketing, recursos humanos, manutenção, comercialização e uma complexa estrutura capaz de se deslocar de uma cidade para outra. A companhia chegou à 7ª e 8ª geração da família circense sem deixar de lado uma necessidade cada vez mais presente: profissionalizar a gestão.

“Mais do que uma empresa familiar, somos uma empresa que precisou se profissionalizar cada vez mais para acompanhar a evolução do mercado”, resume Diogo Araújo, diretor de marketing do Circo Portugal, em entrevista à Coluna & Negócio. A definição ajuda a compreender uma atividade que, aos olhos do público, pode parecer artesanal e movida essencialmente pela tradição, mas que exige decisões empresariais semelhantes às de outros negócios do setor de entretenimento. Por trás do picadeiro estão áreas de gestão, planejamento, operação, comercialização e marketing que precisam funcionar de forma coordenada.

O tamanho da estrutura também ajuda a dimensionar o negócio. Manter o circo em funcionamento envolve investimentos permanentes em lonas, arquibancadas, equipamentos de som e iluminação, cenografia, segurança, veículos, geradores, figurinos, tecnologia, manutenção e transporte, além de licenças, alvarás e divulgação. E o fato de não ter um endereço fixo torna a operação ainda mais complexa. “Praticamente toda a estrutura precisa ser constantemente transportada, montada, desmontada, revisada e novamente instalada em outra cidade”, explica Diogo.

Ao mesmo tempo em que a companhia precisa desmontar uma cidade, precisa preparar a próxima. O resultado é uma empresa itinerante que mantém aproximadamente 90 pessoas em sua equipe própria, se deslocando de um lugar para outro. "Dependendo da distância e das características da praça, todo esse processo exige planejamento prévio e uma equipe trabalhando em várias frentes simultaneamente. Um dos grandes desafios é fazer com que essa enorme estrutura se movimente com segurança, eficiência e dentro do cronograma. Qualquer atraso na logística pode impactar diretamente a operação e o início da nova temporada", conta o diretor.

O impacto econômico, porém, não se encerra nos limites da lona. A chegada do circo movimenta fornecedores e prestadores de serviços locais, envolvendo setores como alimentação, transporte, comunicação, segurança, limpeza, manutenção e hospedagem. E, como qualquer negócio de entretenimento, o Circo Portugal precisa fazer as contas antes de abrir suas portas. "Trabalhamos para encontrar o equilíbrio: oferecer um espetáculo de qualidade, investir constantemente na experiência do público e, ao mesmo tempo, manter uma operação financeiramente sustentável", assegura Diogo. Confira a entrevista completa:

& Negócio - Há quantos anos existe o Circo Portugal? É uma empresa familiar?

Diogo Araújo - O Circo Portugal atravessa gerações. Somos uma companhia de circo e atualmente estamos entre a 7ª e 8ª geração, com uma história de mais de 120 anos, construída ao longo de décadas e que mantém no DNA a paixão pelo circo e pelo entretenimento. Mais do que uma empresa familiar, somos uma empresa que precisou se profissionalizar cada vez mais para acompanhar a evolução do mercado. Hoje, existe uma estrutura de gestão, planejamento, marketing, logística, operação e comercialização que funciona com a complexidade de uma grande empresa, mas sem perder a essência e os valores de uma família circense. Essa combinação entre tradição e gestão profissional é um dos pilares que permite ao Circo Portugal continuar viajando pelo Brasil e se renovando a cada temporada.

& Negócio - Qual é o investimento necessário para manter um circo desse porte em funcionamento?
DA - Manter uma estrutura como a do Circo Portugal exige um investimento muito elevado e contínuo. Não existe apenas o custo de montar o espetáculo; existe toda uma estrutura que precisa funcionar diariamente. São investimentos em lonas, arquibancadas, equipamentos de som e iluminação, cenografia, equipamentos de segurança, veículos, geradores, manutenção, figurinos, tecnologia, transporte, montagem e desmontagem, licenças, alvarás, marketing e propaganda, além de toda a estrutura administrativa e operacional. E há uma característica importante: somos uma operação itinerante. Isso significa que praticamente toda a estrutura precisa ser constantemente transportada, montada, desmontada, revisada e novamente instalada em outra cidade. Por isso, o planejamento financeiro precisa considerar não apenas o custo de cada espetáculo, mas todo o ciclo da temporada: deslocamento, montagem, período de funcionamento, manutenção e próxima transferência. Em termos de valores vai variar de acordo com as cidades escolhidas para receber nossas apresentações, visto que alguns custos são variáveis, como diesel por exemplo para deslocar o material.

& Negócio - Como funciona a logística de levar o circo de uma cidade para outra?

DA - Essa é uma das partes mais complexas da operação. O Circo Portugal é uma verdadeira cidade itinerante. São dezenas de veículos envolvidos na operação, transportando estruturas, equipamentos, cenografia, materiais, ferramentas e tudo o que é necessário para que o espetáculo possa funcionar em outra cidade. Quando uma temporada termina, começa praticamente uma operação logística: desmontagem, organização, carregamento, transporte, chegada ao novo destino e montagem novamente. Dependendo da distância e das características da praça, todo esse processo exige planejamento prévio e uma equipe trabalhando em várias frentes simultaneamente. Um dos grandes desafios é fazer com que essa enorme estrutura se movimente com segurança, eficiência e dentro do cronograma. Qualquer atraso na logística pode impactar diretamente a operação e o início da nova temporada.

& Negócio - Quantas pessoas trabalham diretamente no circo e quantos empregos são gerados em cada cidade?

DA - O Circo Portugal mantém uma equipe própria formada por artistas, técnicos, profissionais de montagem, manutenção, produção, administração, atendimento, bilheteria, alimentação e diversas outras áreas que somam aproximadamente 90 pessoas. Além dos empregos diretos, existe um impacto importante nas cidades onde chegamos. Contratamos fornecedores e serviços locais sempre que possível, movimentando setores como alimentação, transporte, comunicação, segurança, limpeza, manutenção, hospedagem e outros serviços. Por isso, entendemos que o impacto de uma temporada vai muito além das pessoas que trabalham dentro do circo. Quando chegamos a uma cidade, toda uma cadeia econômica passa a ser movimentada ao nosso redor. O número de profissionais envolvidos pode variar de acordo com a cidade, o período da temporada e a estrutura necessária para cada operação.

& Negócio - Quais são as principais fontes de receita do circo?

DA - A bilheteria é, naturalmente, a principal fonte de receita, mas uma operação desse porte possui diversas outras fontes de faturamento. Temos receitas relacionadas à alimentação, produtos e outras experiências oferecidas ao público, além de ações comerciais, publicidade, parcerias e patrocínios. O Circo Portugal não recebe incentivos ou recursos governamentais para manter sua operação. Por isso, também buscamos construir parcerias com empresas e marcas que tenham interesse em associar sua imagem ao nosso projeto. O circo oferece uma oportunidade interessante para os patrocinadores, tanto pelo alcance quanto pela diversidade do público que recebemos. Somos um entretenimento democrático, que reúne crianças, jovens, adultos e famílias de diferentes perfis. O planejamento financeiro de cada temporada começa muito antes da chegada à cidade. Avaliamos os custos de toda a operação, investimentos em marketing e comunicação, expectativa de público, potencial de consumo, período de permanência e todos os demais fatores que podem impactar o resultado da temporada. Um dos grandes desafios é equilibrar preço de ingresso, volume de público e custos operacionais. Uma das premissas da direção do Circo Portugal é manter preços acessíveis, porque acreditamos que o circo deve ser um entretenimento para todos. Nosso objetivo é permitir que uma família possa viver essa experiência sem que o ingresso se torne uma barreira. Por isso, trabalhamos para encontrar esse equilíbrio: oferecer um espetáculo de qualidade, investir constantemente na experiência do público e, ao mesmo tempo, manter uma operação financeiramente sustentável. Afinal, para nós, o circo precisa ser acessível para o público e sustentável para a empresa.

& Negócio - Como vocês escolhem as cidades que entram no roteiro?

DA - A escolha de uma cidade é resultado de uma análise que envolve diversos fatores. Observamos o tamanho da população e da região de influência, poder de consumo, presença de famílias, calendário de eventos, concorrência, localização, facilidade de acesso, disponibilidade de áreas adequadas para a instalação e, principalmente, o potencial de público. Também analisamos o histórico de outras temporadas e o comportamento do mercado local. Uma cidade pode ter uma população grande, mas não necessariamente apresentar o perfil adequado para uma operação como a nossa. Além disso, existe uma questão logística muito importante. O roteiro precisa fazer sentido geograficamente. Não podemos analisar cada cidade isoladamente; precisamos pensar no deslocamento entre as praças para que a operação seja eficiente. No fim, procuramos uma combinação entre potencial de público, capacidade de consumo, logística e viabilidade econômica.

& Negócio - Qual é hoje o maior desafio para manter um circo competitivo e financeiramente saudável?

DA - Hoje, acredito que o maior desafio seja equilibrar experiência, inovação e eficiência operacional. O público mudou. As opções de entretenimento aumentaram muito e hoje competimos não apenas com outros circos, mas com cinema, streaming, parques, shows, eventos, jogos e inúmeras outras formas de lazer. Ao mesmo tempo, os custos de uma operação itinerante são muito altos. Transporte, combustível, manutenção, equipamentos, mão de obra, estrutura, impostos e todos os demais custos precisam ser administrados com muita eficiência. Por isso, o circo precisa deixar de ser visto apenas como um espetáculo e ser tratado também como uma empresa de entretenimento. Precisamos entender o público, investir em marketing, tecnologia, experiência, atendimento e gestão de dados, além de controlar rigorosamente os custos. Nosso desafio é justamente preservar a magia e a tradição do circo, mas administrar a empresa com uma visão moderna de mercado. O público compra um ingresso para viver uma experiência; para nós, isso significa que cada detalhe da operação precisa entregar valor.
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* Jornalista e diretor comercial do Portal JLPolítica & Negócio. Escreve sobre empresas e histórias de empreendedorismo. 

Texto e imagens reproduzidos do site: jlpolitica com br/colunas/negocio

terça-feira, 5 de maio de 2026

Blog Cláudio Nunes - 20 anos


Publicação compartilhada do site INFONET, de 5 de maio de 2026 

Jornalismo rigoroso é o antídoto contra o veneno da desinformação

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” (Cláudio Abramo).

Ontem, 04, por conta do texto de 20 anos do Blog, foram várias mensagens e alguns textos. Um deles, do leitor Marcelo Godoi, além da ênfase na defesa do estado democrático de direito foi – pela interpretação deste jornalista – reforçou a grandeza da trajetória deste pequeno espaço na luta em defesa da democracia, da liberdade de expressão e de um jornalismo comprometido com a verdade.

Por Marcelo Godoi, cidadão e leitor:

A democracia brasileira, historicamente jovem e conquistada a duras penas, frequentemente se depara com o reflexo de seu próprio passado. Os “tempos sombrios” — marcados por ecos de autoritarismo, censura e supressão de garantias fundamentais — não são apenas capítulos encerrados nos livros de história. Eles ocasionalmente assombram o presente, testando a resistência de nossas instituições e lembrando-nos de que a liberdade política é um projeto contínuo, não um estado definitivo.

Em uma estrutura que ainda carrega fragilidades, essas ameaças muitas vezes se manifestam sob novas roupagens. Elas se alimentam da polarização extrema, do enfraquecimento do debate público e, sobretudo, da desinformação. Quando as instituições são atacadas não com o intuito de aprimorá-las, mas de deslegitimá-las, a democracia se vê novamente caminhando sobre o gelo fino. A imprensa atua como um farol contra as sombras. Sua missão central não é confortar o poder, mas sim iluminar seus cantos escuros, expor as contradições, fiscalizar os atos públicos e garantir que os cidadãos tenham acesso a fatos verificados. Em tempos onde a mentira é industrializada e viaja na velocidade de um clique através de algoritmos, o jornalismo rigoroso é o antídoto contra o veneno da desinformação.

Contudo, os que flertam com o autoritarismo sabem disso e, por essa razão, a própria imprensa se torna um alvo preferencial. Campanhas de difamação, agressões a jornalistas e tentativas sistemáticas de descredibilizar veículos de comunicação são táticas clássicas de quem teme a transparência. Tentar calar os mensageiros é o primeiro passo de quem deseja reescrever a realidade sem ser contestado.

Refletir sobre o momento atual exige reconhecer que defender a liberdade de imprensa é defender a linha de frente da própria democracia. A responsabilidade do jornalismo é imensa — ele deve ser plural, ético e implacável na busca pela verdade factual —, mas o dever de protegê-lo pertence a toda a sociedade. A democracia não sobrevive no escuro, nem prospera no silêncio. Ela exige vigilância constante. As sombras do passado sempre tentarão encontrar brechas para retornar, mas, enquanto houver jornalistas como vossa senhoria, Reinaldo Azevedo, Leandro Demori, entre outros dispostos a investigar, averiguar, denunciar, opinar, bem como, jornais livres e espaços como o ICL para publicar e uma sociedade que valorize a verdade, a democracia brasileira, mesmo com todas as suas cicatrizes e fragilidades, terá a luz necessária para continuar existindo.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet com br

sábado, 20 de janeiro de 2024

DIA NACIONAL DO FUSCA > 20 de janeiro

Legenda da foto: Reprodução do site 'rotavidros', postada para simples ilustração.

Publicação compartilhada do site DESTAQUENOTÍCIAS, de 20 de janeiro de 2024.

Hoje é o Dia Nacional do Fusca.

Por Marcos Camargo Jr, do site R7.

O último suspiro do Fusca foi a série ouro com 1500 unidades.

O fusca é um dos carros mais queridos da indústria nacional e também o primeiro clássico. Sua produção foi iniciada em 20 de janeiro de 1959 data em que comemoramos o dia Nacional do besouro. Dentro da Garagem Volkswagen, que reúne clássicos da marca, muitos deles preservados desde zero km, algumas evoluções marcam a história do Volkswagen sedã.

A Volkswagen mantém três fuscas interessantes em seu acervo. Um modelo última série na cor vermelha fabricado em maio de 1986 retirado da linha de produção para compor o acervo. Também mantém um fusca Cabriolet fabricado em 1996 e que teve apenas quatro unidades produzidas nesta configuração Além dele, o mais interessante, é o primeiro Fusca Itamar produzido em 1993. Aliás, foi nele em que o ex-presidente Itamar Franco desfilou quando foi visitar a fábrica da Volkswagen em São Bernardo para conferir de perto a retomada da produção do carro.

Voltar a produzir o Fusca não foi apenas uma decisão administrativa. Ela envolveu todo o time de engenharia da Volkswagen para reaver um maquinário, o ferramental, os ajustes e muitas peças que já haviam sido vendidas a outros fabricantes há anos atrás.

“Tivemos que recontratar alguns funcionários que já não faziam parte da nossa equipe que trabalharam décadas na produção do Fusca, profissionais que sabiam abrir desenhos em pranchetas e ajustar o maquinário para que o fusca pudesse voltar a ser produzido“, disse André Drigo, gerente de produtos da marca e também responsável pelo acervo da garagem Volkswagen.

Características do modelo 1986

Embora ainda fosse um modelo antiquado para a década de 80 sobretudo após o início e o advento da linha gol, Voyage, Parati e Saveiro, o Fusca ainda tinha clientes cativos e vendia muito bem na metade dos anos 80. No entanto o início das primeiras regras de segurança e emissões levaram a uma tomada de decisão por abrir mão de sua produção ainda feita em um processo manual para produtos mais modernos.

O Fusca 1986 representa as últimas evoluções mecânicas do besouro. Tinha motor 1600 boxer refrigerado a ar com 65cv, alimentado por dois carburadores, ignição eletrônica, freios a disco, e uma padronagem que já era bem atualizado em relação aos primeiros modelos do final dos anos 1950. Tinha painel revestido em plástico preto, o volante usado na linha do Gol, instrumentação mais moderna, novos bancos mais anatômicos e mais largos.

O exemplar guardado tem motor 1600 alimentado a etanol e já com tanque de partida a frio e um botão local localizado à esquerda do painel para injeção de gasolina. Mas sem dúvida uma das peças mais interessantes do acervo é o fusca 1993 que marca o reinício da história do besouro no Brasil. Aquela altura já haviam 13.000 pedidos de clientes esperando para receber o seu fusca novo na garagem. e ele de fato receber uma série de aprimoramentos mecânicos e de itens de série.

Pára-choques metálicos

O Fusca Itamar tinha visual com pára-choques metálicos pintados na cor do veículo e revestidos com um amplo borrachão, pneus radiais, friso lateral e sistema de faróis duplos. Por dentro pagem de revestimento era na cor cinza, tendência da época. O painel tinha revestimento cinza e com mais instrumentos com formato oval e o volante também era o mesmo do Gol dos anos 1990.

Mecanicamente, o Fusca Itamar tinha alguns aprimoramentos interessantes mas, lamentavelmente, não recebeu alimentação por injeção eletrônica, algo que o modelo fabricado no México até 2003 já oferecia. Ele tinha o mesmo motor 1600 Boxer porém Com 57cv de potência, a adição de um catalisador para filtrar gases poluentes, pneus radiais para maior conforto, Novo sistema de velas e também sistema elétrico de maior potência.

O último suspiro do Fusca foi a série ouro com 1500 unidades produzidas marcando finalmente a despedida do carro do mercado brasileiro. Seja como for guardar dezenas de exemplares em uma garagem é um feito notável em prol da história da própria indústria automobilística brasileira.

Texto reproduzido do site: destaquenoticias com br

domingo, 17 de outubro de 2021

Charge de Zé Dassilva - finalista Prêmio Vladimir Herzog

Publicação compartilhada do Portal MAKINGOF, em 15 de outubro de 2021 


Charge de Zé Dassilva para NSC é finalista do Prêmio Vladimir Herzog 


Reprodução/NSC 


A charge do Zé Dassilva "Trânsito pesado" é finalista do 43º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria Arte. O trabalho foi publicado para as edições impressas do Diário Catarinense, Santa e A Notícia, da NSC, no dia 27 de junho. A charge leva o título “Trânsito pesado” e aborda as motociatas com apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. 


Os finalistas da 43ª edição foram anunciados ontem, 14. A premiação reconhece e valoriza trabalhos que abordem temas relacionados à Democracia e aos Direitos Humanos. Os selecionados concorrem em sete categorias: Arte, Fotografia, Produção jornalística em texto, Produção jornalística em vídeo, Produção jornalística em áudio, Produção jornalística em multimídia e Livro-reportagem. 

  

A divulgação dos vencedores acontecerá amanhã, 16, em sessão pública de julgamento transmitida ao vivo no canal do prêmio no YouTube. A tradicional roda de conversa com os vencedores será em 24 de outubro, das 17h às 19h, em formato online, e a solenidade de premiação, um dia depois, em 25, das 20h às 21h30, no mesmo canal. 


Texto e imagem reproduzidos do site: portalmakingof.com.br 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

UFS está entre as 8 melhores universidades do País


Publicado originalmente no site JORNAL DE SERGIPE, em 8 de setembro de 2020

UFS está entre as 8 melhores universidades do País

Por Jornal de Sergipe

De acordo com o World University Rankings 2021, divulgado pelo Times Higher Education (THE), a Universidade Federal de Sergipe está entre as 8 melhores instituições do Brasil e aparece como a melhor da região Nordeste. O ranking é considerado um dos principais rankings universitários do mundo e realiza análises sobre o desempenho de universidades em 93 países e regiões desde 2004.

Essa foi a primeira vez que a UFS foi classificada na pesquisa. E entre as outras cinco universidades brasileiras estreantes neste ano, foi a única a aparecer como uma das 8 melhores no Brasil, ocupando posição no bloco 601-800 no ranking geral.

“Existe um prazo e as informações que o THE utiliza são alimentadas pela equipe da Coordenação de Planejamento e Avaliação Acadêmica (Copac), centralizando dados de todas as unidades acadêmicas. A universidade mostra sua qualidade através de uma comparação internacional e os próprios indicadores do governo federal mostram que a UFS tem crescido bastante. É mais uma análise comparativa que reafirma a importância que tem a UFS, não só na produção de conhecimento do ensino, mas também na produção de conhecimento para a ciência”, afirma o coordenador da Copac, Kleber Fernandes de Oliveira.

Foram considerados cinco indicadores principais: pesquisa, perspectiva internacional, ensino, citações em pesquisas e renda da indústria. Segundo o THE, 13 indicadores de desempenho são utilizados para fornecer as comparações mais abrangentes sobre cada universidade.

“É uma grande felicidade receber esse resultado de uma instituição externa, que avalia o resultado do trabalho da universidade em termos de ensino, pesquisa e extensão. Isso nos coloca em um ranking dentre universidades de destaque internacional, com ações mostrando a importância e a relevância dos trabalhos realizados dentro da nossa instituição”, explica o vice-reitor da UFS, Valter Joviniano.

O pró-reitor de Pós-graduação e Pesquisa, Lucindo Quintans, fala que a sensação de está no ranking é indescritível “A universidade chegar numa colocação dessa a frente de várias instituições muito mais consolidadas e antigas, com orçamentos mais robustos, mostra que houve muito investimento em Ciência e Tecnologia, na área da Graduação e Pós-Graduação e Extensão. Isso combina com o projeto que a universidade vem fazendo no sentido de consolidar suas ações e também de torná-la cada vez mais internacional”.

Latin America University Rankings 2020

No ranking de universidades latino-americanas do THE, a Universidade Federal de Sergipe apareceu como, 1ª do Brasil e 9ª geral no quesito citações. Nos demais critérios, a UFS ficou na 62º posição, à frente ou muito próxima de outras grandes universidades da região, como a Universidade Autônoma do Chile (61º), a Universidade Federal do Pará (64º), a Universidade Autônoma do Estado do México (67º) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (70º).

UFS

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldesergipe.com.br

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Toffoli derruba censura a especial de Natal do Porta dos Fundos

CAINDO EM TENTAÇÃO - Jesus/Duvivier e seu 
parceiro de deserto, o loiro Orlando/Porchat: 
humor escrachado Reprodução/Netflix

Publicado originalmente no site da revista VEJA, 09 de janeiro de 2020

Toffoli derruba censura a especial de Natal do Porta dos Fundos

Desembargador havia determinado a suspensão da exibição da sátira atendendo a pedido da entidade conservadora Centro Dom Bosco de Fé e Cultura

Por Laryssa Borges 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, derrubou na tarde desta quinta-feira a censura imposta pelo desembargador Benedicto Abicair ao Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo, veiculado pela plataforma de streaming Netflix. Toffoli atendeu a um pedido da própria Netflix, que havia recorrido à Corte sob a alegação de que não cabe ao Estado brasileiro impor censura política, ideológica ou artística e tampouco definir novas regras ou restrições à liberdade de expressão.

Para a empresa, a ingerência judicial sobre o filme tinha “o condão de causar um efeito silenciador no espectro da liberdade de expressão sobre outros conteúdos audiovisuais de caráter crítico ou satírico, atuais ou futuros”. “Fica evidente o efeito devastador produzido por tais decisões [de censura]. A decisão [que determinou a suspensão da exibição da sátira] tem efeito equivalente ao da bomba utilizada no atentado terrorista à sede do Porta dos Fundos: silencia por meio do medo e da intimidação”, alegou a Netflix. Na véspera de Natal, a fachada da produtora Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro, foi alvo de bombas incendiárias de fabricação caseira. Um dos autores do ataque foi identificado como Eduardo Fauzi. Ele está na Rússia e tem contra si um mandado de captura internacional emitido pela Interpol.

O recurso havia sido distribuído originalmente ao ministro Gilmar Mendes, mas por conta do recesso do Poder Judiciário, o caso foi encaminhado ao presidente do STF, responsável, no plantão do tribunal, por analisar casos urgentes. No processo encaminhado ao Supremo, a plataforma de streaming destaca que o Chile foi condenado, em 2001, pela Corte Interamericana de Direitos Humanos após ter censurado judicialmente a exibição do filme “A Última Tentação de Cristo”, de Martin Scorsese. A Corte chilena alegara na época que a suspensão da exibição do longa estava baseada, entre outros pontos, no direito à honra e à reputação de Jesus Cristo.

“Não é dado ao Estado proteger maiorias sempre que manifestações artísticas as incomode, ainda mais se o direito contraposto é fundamentado em crenças religiosas, considerando o modelo de Estado laico adotado no Brasil desde a Proclamação da República. Trata-se de medida que viola o cerne do regime democrático brasileiro”, alegou a Netflix no processo. “Impôs-se um controle sobre conteúdos artísticos que, a pretexto de conferir prevalência às liberdades religiosas, importou em verdadeira retirada de conteúdo audiovisual disponibilizada a público específico. Isso constitui patente censura prévia emanada do Poder Judiciário a veículo de comunicação social que dissemina (…) conteúdo artístico – expressamente vedada pela Constituição”, completa a empresa.

Nesta quarta, o desembargador Abicair, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou a suspensão da exibição do programa humorístico, atendendo a um pedido da entidade conservadora Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura. Na decisão, o magistrado havia afirmado que retirar o programa do ar era “mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã, até que se julgue o mérito do agravo [recurso]”.

A sátira Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo insinua que Jesus, interpretado pelo ator Gregório Duvivier, começou um relacionamento homossexual com um personagem chamado Orlando, durante a peregrinação de 40 dias que fez no deserto. Orlando, vivido por Fabio Porchat, é apresentado, ao longo do enredo, como Lúcifer. Também no filme, Deus protagoniza cenas de tensão sexual com a Virgem Maria e a todo momento tenta convencê-la a abandonar José.

Texto e imagem reproduzidos do site: veja.abril.com.br

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Justiça do Rio censura especial do Porta dos Fundos

Cena de especial de Natal do Porta dos Fundos

Publicado originalmente no site [dw.com], em 8 de janeiro de 2020

Justiça do Rio censura especial do Porta dos Fundos

Desembargador ordena que Netflix tire do ar especial de Natal. Pedido foi apresentado por grupo católico conservador. Magistrado afirma que decisão é benéfica "para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã".
   
O fato de Jesus ter sido retratado como gay no especial despertou a ira de vários grupos religiosos e de militantes de extrema direita

Um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mandou censurar nesta quarta-feira (08/01) o especial de Natal do grupo de comediantes do Porta dos Fundos.

Em decisão liminar, o desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível determinou que o "Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo" seja retirado do ar pelo grupo e pelo serviço de streaming Netflix para "acalmar os ânimos".

A decisão atendeu a um pedido do Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, um grupo católico conservador.

"Por todo o exposto, se me aparenta, portanto, mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã, até que se julgue o mérito do Agravo, recorrer-se à cautela, para acalmar ânimos, pelo que concedo a liminar na forma requerida", escreveu o desembargador Abicair na decisão.

O desembargador ainda escreveu que o "direito à liberdade de expressão, imprensa e artística não é absoluto". Cabe recurso à decisão de Abicair.

O especial está disponível na Netflix desde 3 de dezembro. No filme de 46 minutos, os humoristas do Porta dos Fundos satirizam Jesus e Maria. O fundador do cristianismo é retratado como um homossexual. Maria, como adúltera e usuária de drogas.

O fato de Jesus ter sido retratado como gay despertou a ira de vários grupos religiosos e militantes de extrema direita. O pedido do Centro Dom Bosco para que o especial fosse retirado já havia sido negado por um juiz em dezembro, mas chegou a receber o endosso de uma promotora do Rio.

Na ocasião, a promotora Barbara Salomão Spier argumentou que "fazer troça aos fundamentos da fé cristã, tão cara a grande parte da população brasileira, às vésperas de uma das principais datas do cristianismo (Natal), não se sustenta ao argumento da liberdade de expressão".

Um abaixo-assinado online contra o especial reuniu mais de 1,5 milhão de assinaturas.

O especial também provocou queixas na Polônia. Na terça-feira, o vice-premiê polonês, Jaroslaw Gowin, pediu que a Netflix tirasse o especial de seu catálogo o Especial de Natal do Porta dos Fundos. "Exigimos que a Netflix remova o filme blasfemo de sua plataforma", escreveu o político nacionalista no Twitter.

Esse é o segundo caso de censura imposta pela Justiça do Rio em menos de seis meses. Em setembro, o próprio presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Claudio de Mello Tavares, chancelou um plano do prefeito Marcello Crivella para apreender na Bienal do Livro exemplares de uma HQ que mostrava um beijo gay.

A decisão de Tavares foi posteriormente derrubada pelo Supremo. Na ocasião, o presidente do STF, Dias Toffoli, disse que a decisão do TJ-RJ violou "a ordem jurídica e a ordem pública" e que "o regime democrático pressupõe um ambiente de livre trânsito de ideias".

Atentado

A ofensiva contra o especial do Porta dos Fundos não se limitou a ações na Justiça ou a reclamações públicas. Na véspera de Natal, um grupo de extremistas atirou dois coquetéis molotov contra a sede da produtora do grupo de humor, no Rio de Janeiro.

O Porta dos Fundos informou que o fogo foi contido graças à ação rápida de um segurança do edifício, que conseguiu controlar o incêndio. Ninguém ficou ferido. Na ocasião, militantes de extrema direita brasileiros tentaram normalizar o atentado. Outros, espalharam uma versão falsa de que os próprios comediantes encenaram a ação.

Depois do ataque, um grupo que diz seguir o integralismo – um antigo movimento extremista brasileiro dos anos 1930 inspirado no fascismo italiano – reivindicou a autoria do atentado. Um dos membros do grupo – o único que não usou máscara – foi posteriormente identificado. Eduardo Fauzi Richard Cerquise, de 41 anos, fugiu para a Rússia um dia antes da deflagração de uma operação para prendê-lo.

Segundo a polícia, Fauzi possui dezenas de anotações criminais. Ele responde por crimes de ameaça, lesão corporal, e delitos enquadrados pela lei Maria da Penha.

Em 2013, Fauzi já havia aparecido no noticiário após agredir o então secretário de Ordem Pública do Rio, Alex Costa. Ele foi preso por dar um soco no secretário após uma operação de fechamento de estacionamento irregular no centro do Rio.

No decorrer das buscas por Fauzi, agentes apreenderam 119 mil reais, munições, uma arma falsa, computadores e uma camisa em endereços do extremista. A Polícia Federal colocou Fauzi na lista de difusão vermelha da Interpol. Em uma entrevista concedida a partir da Rússia, Fauzi assumiu sua participação no ataque. "Quando um cristão não tem possibilidade de ser ouvido (...) não resta outra forma do que responder com as próprias mãos", disse.

Texto e imagem reproduzidos do site: dw.com

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Portal Infonet recebe pela 10ª vez o prêmio ‘Melhor dos Melhores’

 Evento ocorreu no Teatro Atheneu

Repórter Verlane Estácio representou o 
Portal Infonet na premiação

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 30/09/2019 

Portal Infonet recebe pela 10ª vez o prêmio ‘Melhor dos Melhores’

Pioneiro no jornalismo online em Sergipe, o Portal Infonet recebeu pela 10ª vez o prêmio ‘Melhor dos Melhores’. A premiação, que está em sua 25ª edição, é uma iniciativa da União das Forças Jovens de Sergipe (UFJS), que visa homenagear pessoas, entidades e empresas pelos serviços relevantes prestados à sociedade sergipana.

O Portal Infonet foi selecionado por meio de pesquisa popular nas comunidades e redes sociais no período de dezembro de 2018 e 30 de junho de 2019. Ao todo, a UFJS concedeu 98 premiações a instituições e personalidades.

O presidente Augusto Júnior, destacou a importância do Portal Infonet para a sociedade. “O Portal Infonet é um dos grandes homenageados desta 25ª edição. Já é a 10 vez que o portal é homenageado por seu trabalho de qualidade e por abrir espaço para defesa dos interesses do povo sergipano”.

A editora do Portal Infonet, Raquel Almeida, destacou a satisfação de toda a equipe de jornalistas com a premiação. “O Portal Infonet se sente, mais uma vez, honrado com esta premiação. Nossa equipe se dedica diariamente para manter o compromisso ético e dar voz a todas as camadas da sociedade. Este reconhecimento nos impulsiona a prosseguir com este trabalho”, comenta.

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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Ministro do STF revoga censura contra revista e site

O ministro do STF, Alexandre de Moraes
Crédito: Carlos Moura/STF

Publicado originalmente no site do Portal Imprensa, em 18/04/2019 

Ministro do STF revoga censura contra revista Crusoé e site O Antagonista

Redação Portal IMPRENSA 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, revogou na tarde desta quinta-feira (18) a decisão que impunha censura sobre reportagem da revista Crusoé e do site O Antagonista. A mudança foi decidida após diversas manifestações contrárias à medida inicial do magistrado.

Na segunda-feira (15), Moraes determinou que as publicações retirassem de suas páginas na internet a reportagem intitulada "O amigo do amigo do meu pai". Nela, havia referência a um e-mail do empresário Marcelo Odebrecht, delator da Operação Lava Jato, no qual o presidente do STF, Dias Toffoli, é tratado pelo apelido que dá nome à reportagem. Na época, Toffoli era advogado-geral da União do governo da presidente Dilma Rousseff.

Ao impor a censura, Moraes enquadrou a reportagem no âmbito do inquérito que investiga injúrias, ameaças e notícias falsas (fake news) contra o STF e seus membros. Ao justificar sua mudança de opinião nesta quinta, o ministro escreveu: "Comprovou-se que o documento sigiloso citado na matéria realmente existe, apesar de não corresponder à verdade o fato que teria sido enviado anteriormente à PGR para investigação. Na matéria jornalística, ou seus autores anteciparam o que seria feito pelo MPF (Ministério Público Federal) do Paraná, em verdadeiro exercício de futurologia, ou induziram a conduta posterior do Parquet (corpo de membros do Ministério Público); tudo, porém, em relação a um documento sigiloso somente acessível às partes no processo, que acabou sendo irregularmente divulgado e merecerá a regular investigação dessa ilicitude".

Texto e imagem reproduzidos do site: portalimprensa.com.br

terça-feira, 16 de abril de 2019

Crusoé e O Antagonista denunciam censura do Supremo...


Imagem postada pela revista e pelo site 
em protesto contra decisão do ministro do STF
Crédito: Reprodução

Publicado originalmente no site do Portal IMPRENSA, em 15/04/2019

Crusoé e O Antagonista denunciam censura do Supremo a reportagem

Redação Portal IMPRENSA

A revista Crusoé e o site O Antagonista protestaram contra decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando a retirada do ar de reportagem na qual é citado o ministro Dias Toffoli, presidente da Corte. As publicações estão sujeitas a multa diária de R$ 100 mil em caso de não cumprimento da determinação.

Moraes também determinou à Polícia Federal a intimação dos responsáveis pela reportagem "para que prestem depoimentos no prazo de 72 horas".

"Desde o fim da manhã desta segunda-feira, 15, Crusoé está sob censura, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal", relata postagens feitas pelas publicações. De acordo com o texto, uma cópia da decisão foi entregue na redação, no fim da manhã desta segunda-feira, por um oficial de Justiça. 

As postagens informam que "a reportagem de que trata a decisão do ministro foi publicada com base em um documento que consta dos autos da Operação Lava Jato. Nele, o empreiteiro Marcelo Odebrecht responde a um pedido de esclarecimento feito Polícia Federal, que queria saber a identidade de um personagem que ele cita em um e-mail como 'amigo do amigo de meu pai'. Odebrecht respondeu tratar-se de Dias Toffoli, conforme revelou Crusoé em sua edição de número 50, publicada na última sexta-feira, 12".

De acordo com Moraes, a decisão está no escopo do inquérito aberto a pedido de Dias Toffoli, em março, sobre "a existência de notícias fraudulentas (fake news), denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi ou injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares, extrapolando a liberdade de expressão". A investigação, segundo o ministro, foi autorizada pelo próprio Toffoli, em mensagem direta enviada na sexta-feira.  

"Toffoli, no pedido para que a reportagem fosse objeto de apuração, alegando tratar de 'mentiras' destinadas a atingir as 'instituições brasileiras', se refere a nota oficial divulgada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) dizendo não ter recebido, ainda, cópia do documento enviado à Lava jato por Marcelo Odebrecht e revelado por Crusoé", relata o site. 

Em sua decisão, Alexandre de Moraes afirma que "há claro abuso no conteúdo da matéria veiculada" e determina que além da reportagem, todas as postagens subsequentes que tratem do assunto também sejam retiradas do ar.

Ao se manifestar sobre a decisão, a Crusoé "reitera o teor da reportagem, baseada em documento" e afirma que "embora tenha solicitado providências ao colega Alexandre de Moraes ainda na sexta-feira, o ministro Dias Toffoli não respondeu às perguntas que lhe foram enviadas antes da publicação da reportagem agora censurada".

Texto e imagem reproduzidos do site: portalimprensa.com.br

domingo, 30 de dezembro de 2018

Brasil, 01 de janeiro de 2019 > Posse do presidente Jair Bolsonaro

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Presidente Jair Bolsonaro

Jair Messias Bolsonaro é um militar da reserva, político e presidente eleito do Brasil. Filiado ao Partido Social Liberal, foi deputado federal por sete mandatos entre 1991 e 2018, sendo eleito através de diferentes partidos ao longo de sua carreira. Wikipédia

Nascimento: 21 de março de 1955 (idade 63 anos), Campinas, São Paulo

Cônjuge: Michelle Bolsonaro (desde 2007)

Cargo: Deputado federal do Brasil desde 1991

Filhos: Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Laura Bolsonaro, Renan Bolsonaro

Fonte: pt.wikipedia.org

sábado, 29 de dezembro de 2018

O reconhecido trabalho da Comunicação da Prefeitura de Aracaju

 Cláudia Lemos avalia o trabalho da Secom como positivo

 Para Gilvan Manoel, a Comunicação tem funcionado 
de forma a contribuir com os jornalistas

 Para André Barros, atuação da Secom é exemplar

Célia Silva elogiou a qualidade das matérias e 
das informações repassadas
Fotos: Sergio Silva

Publicado originalmente no site da PMA, em 28/12/18

Comunicação Social

Aliando diversos meios de linguagem, Comunicação da Prefeitura é ponte transparente para imprensa 

Dentro da organização pública, muitas vezes a comunicação passa despercebida. Sendo intermediadora entre a gestão, os veículos de imprensa e população, foi por meio dela que a Prefeitura de Aracaju utilizou mais uma forma de demonstrar transparência em suas ações cotidianas. Seja por meio das matérias disponibilizadas no site, ou pelas redes sociais e até mesmo pela TV PMA, as múltiplas linguagens foram fomentadas dentro da gestão para levar informação de forma coesa, célere e clara, respeitando o princípio ético da Comunicação dentro da administração pública.

Até o mês de novembro, somente no site da Prefeitura, foram produzidas 4.056 matérias em 2018, sendo que, por mês, uma média de 300 foi veiculada em meios impressos do estado, que ainda hoje são uma das principais fontes de credibilidade na comunicação. Esse trabalho conta por trás com uma equipe que, desde o início da gestão, se articulou através das diretrizes do Planejamento Estratégico da gestão e se comprometeu, direcionada pela Secretaria Municipal da Comunicação (Secom), a levar os serviços para mais perto da principal interessada, a população de Aracaju.

Aproximar, esse foi um dos focos da comunicação. Estimular o pensamento de que a cidade é feita pelo coletivo foi o norte, tanto dos servidores materiais realizados pela gestão, como do papel da divulgação destes. Um cidadão que mora na zona Sul da capital, pode sentir os efeitos de uma obra na zona Oeste, por exemplo, mas, para isto, a comunicação precisou funcionar para levar esse entendimento até esse cidadão.

Como termômetros, os veículos de comunicação do estado puderam avaliar as informações e esclarecimentos que chegaram, não somente durante o ano de 2018, mas ao longo desses dois anos da atual gestão da Prefeitura de Aracaju.

Para o diretor de Jornalismo do Jornal do Dia, Gilvan Manoel, as informações têm sido cada vez mais frequentes. "A comunicação tem funcionado de forma a contribuir com o nosso trabalho no Jornalismo diário. Nos tempos de hoje, estamos muito atrelados às redes sociais e a Prefeitura tem se utilizado dela de forma bem precisa e tem feito isso muito bem", considerou.

É da mesma opinião a diretora do Correio de Sergipe, Cláudia Lemos. "Avalio como um trabalho muito positivo. O contato com a Comunicação é muito eficaz e isso se reflete no nosso trabalho, afinal, muitas vezes dependemos das informações das assessorias para transmitir aos leitores", afirmou.

A jornalista Célia Silva, da Rede Fan, elogiou o feed back da comunicação. "As informações chegam redondas, as matérias bem coesas, com informações consistentes. Sem dúvida, isso facilita o trabalho da imprensa que, muitas vezes, precisa ter informações rápidas, ágeis", destacou.

O jornalista André Barros considera que o trabalho na Prefeitura pode ser usado como exemplo dentro da comunicação pública. "Uma das coisas que chama a atenção são os textos bem elaborados e a preocupação dos gestores da comunicação em sempre estar em contato com os veículos, prestando o suporte necessário. O fato de gestão ter investido nas redes sociais também foi algo muito positivo, já que é uma ferramenta de fácil interação. É importante termos uma comunicação que faz a diferença", ressaltou.

Texto e imagens reproduzidos do site:  aracaju.se.gov.br