segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Por Uma Mídia Evoluída na Ética e na Técnica

Estamos vivendo um momento de transição. Chegamos a Era Digital, onde várias áreas da mídia estão passando por grandes transformações, resultantes do rápido avanço tecnológico, que não para. No cinema o mesmo deverá passar a ser via satélite, digital e em 3-D. Na música já não se compra mais cd, hoje tudo se ouve por meio de pen drive/usb, o rádio já está na internet, a televisão no celular e o jornalismo impresso, a tendência é cada vez mais, por força do imediatismo e agilidade, migrar para as novas mídias. Só que com toda essa tecnologia e modernidade, o jornalista jamais poderá se descuidar de seu aperfeiçoamento intelectual, procurando cada vez mais adquirir informação e conhecimentos, aguçando sua curiosidade, lendo, estudando, pesquisando, procurando ser criativo, inventivo e inovador em seu texto e no uso da imagem, tornando-se agradável de ler, ver e ouvir. Tudo isso jamais terá serventia para a evolução do ser humano, se não houver a preocupação com a veracidade da notícia e informação, com total liberdade, isenção e ética, com o fim de formar e informar os leitores, fazendo com que elas sejam, livres, politizados, conscientes de seus direitos e deveres, formando cidadãos exigentes, que cobrem dos homens públicos - políticos e governantes – para que atendam os anseios da população, trabalhando pela coletividade e do bem comum, com empenho e honestidade. Que como cidadãos conscientes nunca deixem de indignar-se com as coisas erradas e injustas de seu país e do mundo, rechaçando a impunidade e exigindo o cumprimento das Leis, em respeito à Constituição. Que os jornalistas procurem sempre divulgar os bons exemplos e que toda a mídia continue avançando na técnica e na ética, pois juntas, aí sim, serão realmente modernas e evoluídas.
Armando Maynard

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Rede Telefônica Sergipana (1972)

A Rede Telefônica Sergipana, funcionou até 29.12.1972, data em que nasceu a TELERGIPE. Ficava na Rua Laranjeiras, próximo ao Cine Aracaju. Nessa época os aparelhos telefônicos eram pretos, pesados, com um disco giratório que constavam a numeração de 1 a 0. Daí a palavra “discar”, tão em voga. Hoje seria digitar, ao invés de ligar, como se fala usualmente. Para se conseguir uma linha, por volta de l969, tinha que se esperar bastante, e... haja paciência. Poucas famílias possuíam telefone, que era um verdadeiro “bem”, incluía-se até em inventário. Para se fazer e receber ligações de outros estados, dependia-se da telefonista. Num domingo ensolarado, a Central recebeu um pedido de uma ligação, vinda da cidade de Salvador, para uma família de Aracaju. A telefonista tentou várias vezes a ligação, o telefone chamava...chamava...mas, ninguém atendia. Quando do retorno, em resposta ao pedido da ligação, a telefonista em vez de informar que o telefone da residência solicitada não atendia, foi mais “precisa”, dizendo “NÃO TEM NINGUÉM EM CASA, FORAM TODOS PRA ATALAIA”. É que nessa época Aracaju não tinha outro lazer, a não ser a Praia de Atalaia, onde realmente todos iam aos domingos.
Armando Maynard

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Muita Informação e Pouco Tempo Para Pensar



Lembro de meu pai a contar que, na década de quarenta, quando morava em uma cidade do interior, só havia um meio para se ter alguma informação e conhecimento: a escola local e seu tradicional ensino. O único meio de se ficar sabendo de alguma notícia com rapidez, era o rádio, que até os nossos dias se mantém como um meio de informação imediatista. Mas, duas dificuldades tiveram que ser superadas, a da aquisição motivada pelo preço e a outra da falta de energia elétrica na cidade. Só ao anoitecer, por meio de um motor, se tinha energia até as 22 horas. Por isso, meu pai teve a idéia, com ajuda de um técnico amigo, de construir um rádio galena, feito de bobina, que não precisava de energia para funcionar. Tempos depois, ele conseguiu adquirir um rádio de válvulas, que funcionava com energia gerada por uma bateria de carro. Foi nesse rádio que ele acompanhou as notícias da segunda guerra mundial. Outro meio de informação era o único cinema da cidade e seu serviço de auto-falante. O Cinema exibia em suas seções, velhos cine-jornais e documentários. Algum tempo depois, parentes e amigos traziam da capital, a revista “O Cruzeiro”. Hoje vivemos a era da informação, com uma profusão de veículos de comunicação, impressos e audiovisuais, todos com conteúdos diversificados, abrangendo cultura, entretenimento e farto noticiário. Podemos escolher entre byte (digital) ou átomo (papel), ou um só meio, que é o computador através da internet, esta ferramenta mágica, inimaginável há poucos anos atrás. Com um simples clique, temos a nossa disposição: uma gráfica, banca de revistas e jornais, biblioteca, fotocópia, fax, correio, rádio, cinema, televisão, telefone, videofone. Só que “tudo demais é sobra” e termina fazendo mal a nossa saúde. Muitos de nós chegamos a ficar ansiosos e angustiados ao vermos uma pilha de jornais, revistas e livros se acumulando em nossa mesa, sem que tenhamos tempo de ler, somados a uma grande quantidade de e-mails, esperando serem respondidos, blogs de serem atualizados e acessados para serem comentados, sites diversos a serem consultados, filmes que vão entrando e saindo dos cinemas e não assistimos, fora os da TV de assinatura e DVDs. Tudo isso termina fazendo com que não tenhamos tempo para pensar, refletir e assimilar o que lemos e vemos, até por ser tudo muito rápido e superficial, sem um conhecimento aprofundado, não se chegando a ter uma idéia formada, com risco de se ficar repetindo a mesma opinião de muitos, sem ter tempo de formar a sua própria.
Armando Maynard